"Trazia toda a gente gratamente surpreendida pelo seu bom carácter e a amabilidade dos seus hábitos. Era uma simples anciã que, em todo o momento e circustância, se mostrava carinhosa e exalava ternura e amor. Tanto assim era, que os seus vizinhos, intrigados, um dia perguntaram-lhe:
- Boa mulher, algum segredo deves esconder, porque não é normal que nunca te tenhamos visto aborrecida e, pelo contrário, tenhas sempre boas palavras, sorrisos e carinhos para todos. Como o conseguiste? Uma pessoa como tu, é uma benção para este mundo desenfreado.
A anciã, humildemente, explicou:
- É um trabalho diário. De manhã, quando acordo, pensos sempre: como me sentirei hoje, amorosa ou hostil? Até agora, meus amigos, escolhi sempre sentir-me carinhosa, e já andei muito para mudar de gostos."
Nos ensinamentos da Índia, fez-se sempre especial referencia à denominada decisão recta.
É muito importante e um meio para curar a mente, mudar de atitude e libertar-se de estados mentais e emocionais destrutivos, além de poder questionar as intenções com consciência e sabedoria. É a decisão de manter uma atitude positiva e ganhar estados emocionais saudáveis e benéficos, mas também a decisão de pensar, falar e actuar correctamente, e libertar-se de atitudes doentias e destrutivas. Para isso, requere-se vontade e consciência, firmeza e prática.
A decisão recta vai conduzindo à intenção pura. Não há decisão recta mais essencial do que a de desenvolver e manifestar amor, compaixão e benevolência.
Conto Oriental, retirado d' "O livro do Amor", por Ramiro Calle
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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