Hoje, 25 de Dezembro, celebra-se o dia do nascimento de Jesus de Nazaré. Data importante do cristianismo, contudo celebrada por todo o mundo, cristãos e não cristãos. É o Natal!
Decorado com o pinheiro, bolas e velas, o Pai Natal e os presentes, a musica e o Presépio, símbolo da reunião da família e da partilha da paz no mundo.
Assim instituída a Festa de Natal, é a época do ano em que se consome mais de tudo. A euforia nas lojas, enchendo as mãos de presentes. Depois, tempos infinitos a cozinhar, enchendo a mesa de iguarias. E por fim, a paragem, enchendo o coração do Verdadeiro significado do Natal. Será que ainda resta força, coragem e amor para isso?
Gostava de partilhar este presente que recebi de alguém muito especial. É um excerto do livro
A Solidão de Deus
«Jesus superava o cárcere do medo e conseguia relaxar em situações extremamente tensas. Pensava antes de agir em ambientes onde qualquer intelectual reagiria por instinto. Tinha habilidade para fazer um brinde à vida quando o mundo desabava sobre ele. O mundo comemora com festa o nascimento de Jesus, mas desconhece a sua inteligência fascinante.
Analisar a grandeza intelectual de Jesus levou-me a constatar a minha pequenez. Que homem é este que investe tudo o que tem no ser humano, mesmo quando este o decepciona ao mais alto nível? Que inteligência é esta que, no meio de tantas actividades, é capaz de deter-se diante de uma flor e fazer dela um espectáculo para os olhos?
Que personalidade é esta que teve a coragem de exaltar prostitutas e dizer que elas precederiam no reino dos céus muitos religiosos de renome cuja conduta aparentemente os ilibava? A sua sensibilidade era provocadora. Era capaz de abraçar um leproso e tratar as feridas do desprezo e da alienação social sem que o doente lho pedisse. Era impossível permanecer ao seu lado sem derrubar preconceitos e refazer os paradigmas sociais.
O resultado de todo o seu ensinamento foi excepcional. Como artífice da psique, elevou o padrão da humanidade dos seus discípulos, levando-os a aprender, em primeiro lugar, que o ser humano que erra é mais importante que os erros que comete. Em segundo, que a solidariedade só existe quando temos o direito de recomeçar tudo após falharmos e quando damos este mesmo direito às pessoas que nos desiludem. Em terceiro lugar, que só há liberdade plena num lugar - dentro de nós mesmos -, e que apenas somos livres quando a encontramos.»
Obridaga Guilhermina
Namasté*
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
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